Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009

- Jogando a toalha -


Não posso mais resistir à realidade: claro está que não consigo mais ter vida virtual. Nem mails importantes tenho conseguido responder. Manter um blog, então, algo impossível!
Felizmente, minha vida real tem me absorvido muito.
E é dela que quero me ocupar agora, com toda minha energia.
Assim sendo, declaro este blog fechado, até segunda ordem.

Beijos aos moços, apertos de mão às moças. rs*

déh

Quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009

2009



Primeiro dia do ano de 2009.
Este blog passará por mudanças profundas, cujas razões serão em breve anunciadas.
Um das mudanças que deve, desde já, ser anunciada: ele deixará de ser interativo. Comentários não mais serão aceitos.
Nada contra os amigos que aqui fiz.
De modo algum!
Este sempre foi um espaço muito bem freqüentado (morro, mas não deixo de usar o trema!); nunca tive problemas com comentários, tanto que nunca submeti nenhum deles à minha aprovação prévia; e aqui sempre fui respeitada, mas i
mpedir a interatividade foi o único modo que encontrei de preservar a razão original de ser deste blog.
Peço, desde já, desculpas aos amigos.
Em breve, no conforto do meu lar (não estou nele), deixarei as coisas mais claras.
Precisava, apenas, marcar esta data simbólica, de recomeço, de renovação, com o anúncio das mudanças.

Feliz Ano Novo a quem por aqui ainda ousar passar.


déh

Sábado, 25 de Outubro de 2008

- Não tem preço!!!! -


O AMADO Timão de volta à primeira divisão!
Paraná ganhando do Barueri, se afastando da zona de rebaixamento e ajudando no acesso do Corinthians.
Palmeiras perdendo de 3!!!!!, no primeiro tempo, e do Fluminense...

Agora, só falta poder receber o Patético Paranaense na segunda divisão, em 2009!

Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008

Vers les profondeurs, encore une fois : comme ça me fatigue...




"Só eu sei o quanto me custa cultivar sonhos em meu jardim
Meu arco-íris nem sempre tem cor
Minhas primaveras, às vezes, nenhuma flor"

(Mapyu)

Segunda-feira, 22 de Setembro de 2008

- Timidez -




Vez por outra, crises de timidez me acometem. Enrubesço. Perco a fala. Hesito.
Preciso direcionar meu olhar para o chão: busca de uma referência concreta, sólida, objetiva.
Sei que meu corpo produz automaticamente, por conta própria, gestos e expressões que me denunciam desarmada, exposta. Deixo de ser dona de mim mesma. Arrastada sou. Exposta fico. (Des)munida do bom-humor e da fala articulada e ágil(: artesãos competentes que costuram meus buracos e hesitações e me mostram forte , quase inatingível, aos olhos de muitos), eu mesma me surpreendo com a fragilidade límpida que surge.
Sou a falta que se exprime nos meus momentos de timidez.
Ou de entrega absoluta.
Só no constrangimento e no gozo posso, de fato, ser conhecida.
Todo o resto é construção, máscaras, muros, littérature.
Vi-me insuportavelmente tímida, recentemente, diante de um aluno.
Um pequeno início de frase dele, um rápido cruzar de olhares déroutant e toda uma intenção implícita que me arrancou o chão de debaixo de meus pés. Eternos poucos minutos de mim nua e crua, buscando me agarrar a qualquer palavra que fosse. Felizmente, métier oblige e, não muito depois, já tinha catado minha máscara do chão e retomado a aula, como se nada houvera.
Sim, atriz.
O primeiro sintoma de minha timidez (e também da minha entrega) é a dificuldade em me expressar em palavras.
Minha essência íntima prescinde da linguagem.
Talvez por isso, justamente, ela, a linguagem, me seja tão importante fora da dor e do gozo.
Talvez por isso eu vá e volte, sempre, sem objetivo determinado.
Maneira de fazer um caseado sobre mim mesma: bordo, costuro, enfeito, desfaço, tal Penélope, mas pouco me mostro.

Vejo-me tímida hoje, voltando ao blog, depois de tanto tempo, pois sei que nenhuma trama verbal jamais será capaz de cobrir totalmente um ser. Sei que aqui me mostro, às vezes mais do que gostaria, nos interstícios das letras-palavras-frases-enunciados-discurso àqueles que sabem identificá-los. Mas se insisto e sempre volto é porque o que me move no mundo é esta intenção homeopática: do meu veneno, minha cura. Um dia, hei de viver como hoje já gozo: plenamente, prescindindo das palavras.

Retomo, então.
Retorno, então.

E sempre grata aos amigos que por aqui aparecem, mesmo em minhas ausências.

Sábado, 9 de Agosto de 2008

- Jogos de Pequim & Maiakovski -


"Na primeira noite eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim.

E não dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada.

Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.

E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada".

E ainda prefiro ser taxada de esquerdóide romântica que não viu o tempo passar do que aceitar o absurdo que é realizar os jogos olímpicos num país cujo governo não respeita nenhum tipo de direito, em nenhuma esfera. Acho imoral, sujo e podre o mundo todo se curvar por interesse econômico a um governo tão totalitário e violento.

Abaixo, alguns textos muito bem traduzidos e/ou escritos por Xico Malta, lá no blog do Birner, sobre o tema. Eu recomendo!


http://blogdobirner.net/2008/08/08/berlin-1936-pekin-2008/

http://blogdobirner.net/2008/08/06/os-reporteres-sem-fronteira-aconselham/

http://blogdobirner.net/2008/08/05/a-grande-muralha-virtual-da-china/

http://blogdobirner.net/2008/08/01/coletivo-china-jo-2008/



Domingo, 3 de Agosto de 2008

- O céu de Nancy -

Dia cinzento. Faz um pouco de frio. O ar me lembra Nancy. Nancy me traz muitas lembranças. Hoje, vejo, boas. Para matar a saudade, uma música que eu ouvia muito lá e da qual gosto muito. Sobretudo, porque tem subjuntivo penkas! ;o)




Sábado, 26 de Julho de 2008

- Dois amores -


Sempre fui mulher de um homem só.
Não sei é minha natureza intensa que me faz fiel ou se o fato de ser natural e visceralmente fiel me faz intensa em minhas relações.

A realidade é: não sei conjugar dois amores e até hoje, aos 41, luto para integrar tudo (afeto, sensualidade, sexo, amizade, cumplicidade e fetiches) num homem só.

Canso de ouvir: "Sexo e amor nem sempre andam juntos; você não pode querer tudo num ser só, há homem para cada coisa". Blá, blá, blá. Mas como sou uma das pessoas mais teimosas que conheço, insisto.

Sexo, amor e amizade num só, sim.
E posso até ter ( e tenho) amigos e transas eventuais sem amor; mas ter um amor, uma relação efetiva, que não complemente os outros lados, nunca. Pois sou fiel. E sofreria e faria o outro sofrer. Por isso não tenho compromisso oficial hoje. Ou é tudo junto num só ou fico oficialmente sozinha. Estar por estar porque o cara 'é legal', nem pensar. Estar com alguém só porque ele curte os mesmos filmes que eu; ou só porque é um namorado bonzinho; ou só porque seria um bom pai; ou só porque me adora; ou só porque é uma transa ótima, mas não existe mais nenhuma afinidade; ou só porque é super inteligente, também não. Ou é meu amor inteiro e estou inteira com ele, ou não estou. Esta coisa de dividir carência não é comigo. E não temo a solidão. Sou feliz mesmo sem namorado ou marido. Sigo, portanto, buscando o que desejo como relação efetiva e o que sei que existe.

Já vivi situações de profundo conflito em minha vida amorosa, é claro.
Quando estava para me casar pela primeira vez, novinha de tudo, vi-me apaixonada, encantada por um homem dez anos mais velho que eu que trabalhava na mesma empresa onde eu tinha sido estagiária e, depois, Psicóloga. Por conta da minha natureza canina, resolvi me abrir com meu quase-marido. Sofri, tive medo de magoá-lo, mas precisava dizer o que se passava. E ele, não à toa, o grande amor da minha vida até aqui, simplesmente me olhou e disse: - Vá lá e experimente. Eu amo você e estarei aqui, esperando tua volta e tua decisão.

E fui. Absurdamente dividida, cheia de culpas, mas fui. Não estava traindo meu amor, nem a mim, tampouco ao terceiro. Estava vivendo do modo como acredito: limpo! - mesmo que, por isso mesmo, potencialmente conflituoso.

Fui, experimentei e voltei, inteira e mais exclusiva que nunca de um, meu amor, que se tornou meu marido pouco tempo depois.
E os dois se conheceram, e se tornaram quase-amigos.
E quando, anos depois, decidi largar tudo e mudar de país, os dois, soube depois pelo terceiro, sentaram-se num meio-fio em frente à casa eu tinha morado com o primeiro, se se consoloram, mutuamente.

Muito mais tarde, já depois do segundo casamento, tendo escolhido transitar por um universo afetivo-erótico muito atípico e marginal, vi-me novamente em conflito.
Acabei apaixonando-me por um ser que não transitava no tal universo. Sempre com sofrimento, conversei como ser que orbitava aquele universo. E falei com o extra-universo também. Ambos, para minha surpresa, entenderam tudo e me propuseram que eu ficasse com os dois, cada um num universo, caso assim eu desejasse.

Tentei ser moderna, tentei ser liberal, mas não dei conta. Menos de duas semanas depois, escolhi um. E foi o extra-universo que, mesmo depois do nosso rompimento como homem-mulher, continua meu amigo, até hoje.

Aos 41 anos, sei bem que não consigo compartimentar meu afeto e minha sexualidade num relacionamento. Não dou conta destes universos paralelos, se a relação é realmente efetiva. Aventuras, eventos pontuais, tudo bem, mas namorar com um e transar com outro, nunca! Transar mal com o namorado, muito menos. Se amo e desejo, amo e desejo um só.

Mas, no futebol, quem diria, isso se deu de modo distinto.
Tenho dois amores!!!
Sou Paranista.
Sou Corinthiana.

O fato é que assumi meu segundo amor, sem medos nem pudores, depois de muito conflito, recentemente, um ano após a morte de meu pai e aqui registrei este momento.

http://dubavardage.blogspot.com/2008/01/meu-pai-rivelino-e-o-glorioso-sport.html


E, desde então, Paraná e Corinthians não tinham se cruzado.
Mas, infelizmente, isso acontecerá dentro de alguns minutos.
Justo hoje, quando eu deveria estar em Curitiba.
Quando associei as duas datas, gelei.

- Claro, Mariana, que a gente vai ao jogo!!!!
- Mas, Tia..... Você vai ficar com a gente na torcida do Paraná, ?

E a resposta que, até então, pareceria a mais natural e esperada não saiu.
Entrei em crise.
Quis torcer para Corinthians.
E quis torcer para o Paraná.
E nem sabia mais qual camisa levaria na bagagem: a linda 8 do Basílio, edição comemorativa ao título de 77; ou a elegante azul e vermelha, com a linda gralha-azul sobre o coração.

Mas e meus sobrinhos e irmãos?
Como faria?
E se na torcida do Paraná, eu soltasse um grito incontrolável de alegria num gol do Timão?
E se o contrário também acontecesse?

Sentia, de um modo ou de outro que seria trucidada, seria o meu fim, fosse pela Gaviões, fosse pela Fúria.

Fiquei angustiada por dias.
Felizmente, o moço que normalmente cuida de meus cães teve de viajar.
E eu fiquei aqui.

Daqui a pouco, ouvirei, pela radio, o jogo.

Não sei como será minha reação.

Agora, sim, vou ver se consigo mesmo ser bígama no futebol.
Ou se minha natureza vai me trair e me fazer escolher um.
hoje poderei saber.
Timão na segundona, não pode perder.
Paraná está mal; precisa ganhar.

E estou dividida.

O jogo vai começar.
Bóra!

Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

- Namastê, Bindi! -



Há coisas que não se pode explicar.

Troquei algumas mensagens, breves, lá no Blog do Birner, há algum tempo, com um dos membros do Blog, chamado Luiz Fernando Bindi.

Mas foi o suficiente para eu saber que se tratava de um ser do bem, que buscava em si a compaixão e, no outro, a beleza.

Luiz Fernando Bindi era budista, geógrafo e amava e respeitava todos os seres, ainda que não fosse vegetariano. E era palmeirense (mas, tudo bem, ninguém é perfeito).

Pois há pouco, soube de sua prematura morte.

http://blogdobirner.net/2008/07/22/falecimento/

E chorei.

Doeu aqui.

Como explicar isso?

Com dizem os orientais, para cruzar com um simples 'estranho' na rua, é preciso 300 anos de afinidades. Para chorar pela morte de alguém que mal se conhece, deve ser muito mais.

Que todos os Bodisatvas estejam acompanhando amorosamente o percurso de Luiz Fernando Bindi nesta sua transição.

Que a Deusa Kuan-Nin, em toda Sua compaixão, possa derramar Suas bênção a todos os seus familiares e amenizar sua dor.

Namastê, Bindi!




Terça-feira, 15 de Julho de 2008

- Ciclos & Sincronicidades -

Muita coisa boa acontecendo.
Depois de um ciclo pesado, um leve.
Depois de longos e duros anos arando e semeando duramente a terra, começo a colher alguns bons frutos.
Mas, infelizmente, ando sem tempo para escrever sobre isso.
Espero poder fazê-lo em breve.
Enquanto isso, uma música que muito me toca.
Uma "Ave Maria" pagã.



Sexta-feira, 11 de Julho de 2008

- Obscenas -



(Agradecendo meu amigo Ricardo, por ter me enviado esta foto, que ilustra muito melhor o texto que a anterior. Merci!)

Aconteceu no metrô.
Linha verde.
Ele deve ter entrado na estação Paraíso, como eu.
Não sei. Não percebi. Normalmente, sou muito distraída. Coloco meus fones de ouvido, ouço minhas músicas ou leio, alheia a muito do que me acontece em volta. O único modo que consegui encontrar para sobreviver em São Paulo, indo e vindo o dia todo, foi esse: óculos de sol, livros e fones de ouvidos.

Enfim, não sei de onde ele surgiu: se já estava ali, sentado, bem à minha frente quando entrei e decidi me sentar, ou se entrou comigo.

Eu ia até a estação Consolação. Pensei: hoje, vale a pena me sentar. De repente, ouvindo Cranberries, algo me perturbou. Como quando, por muitas e muitas vezes, distraída no meio de uma leitura, senti o cheiro muito distante de leite queimado e, depois de alguns segundos, lembrei-me que havia deixado a leiteira no fogo. E lá se fora uma vez mais um objeto em teflon para o lixo...

No metrô, mais forte que minha vontade consciente (eu só queria ouvir minha música!), meus olhos ficaram inquietos, minhas narinas inflaram, buscando algo. O estímulo inicial certamente foi olfativo (meu sentido mais apurado). Minhas órbitas cada vez mais agitadas, minha narinas de fêmea, sedentas, expostas. O que teria, afinal, me tirado do meu isolamento? Só me restou retirar os fones do ouvido e deixar meu instinto dominar meu cérebro.

E fiquei, por alguns instantes, observando a mim mesma, atenta às minhas reações animalescas, tão raras em ambientes públicos. Até que, finalmente, meu olhos não só se aquietaram como paralisaram na figura do homem que estava sentado à minha frente - entre ele e mim, algumas pessoas. Fixei, curiosíssima, o olhar sobre o elemento que conseguira tirar Conde Fosca de sua atitude blasée. Decepcionada, nada vi que me atraísse assim, a este ponto. Um homem bonito, do tipo gostosão, pescoço meio grosso, cabelos curtíssimos, moreno-claro, belo relógio, de terno e gravata. E, claro, a emblemática mochila paulistana. Um pouco musculoso, malhadão, saradão. Ou seja, nada a ver com o tipo de homem que, naturalmente, me atrairia.

Nunca tive, na verdade, um tipo físico masculino preferencial (não é bem o físico o que me atrai num homem), mas quando me sinto atraída unicamente pelo físico, ou o sou pelos aparentemente frágeis, magros, com ar desprotegidos e com um quê de feminino e angustiados (estes eu amo) ; ou, ao contrário, pelos declaradamente excessivos, gordinhos, bem-humorados, que comem sem culpa, bebem sem culpa e, normalmente, são muito bons de cama (por estes, me apaixono). E o tal indivíduo que me tirara do meu exílio, pois, nada disso tinha! Aparentemente, numa primeira olhada, era do tipo perfeitinho. Ora bolas, pois!

Inconformada, continuei a inspeção à distância. Desci os olhos, aos poucos. Peitorais largos, postura meio boçal. Éca! Nada de barriga. Nem aquela tábua magricela, da qual tanto gosto e que me compele a desejar circundar o corpo aparentemente frágil com meu grande e sólido corpo; muito menos aquela proeminente, que é confortável, acolhedora e que me faz querer ficar o dia todo na cama. Nada! Ventre plat et musclé! Arghhh!!!!! Putz, o moço era desses fabricados, plásticos. Era do tipo "frígido", se este termo pudesse ser utilizado para homens. Pois fiquei ainda mais intrigada! Pois o quê, então?

E tomei coragem e desci mais o olhar.

E, subitamente, quando, finalmente, percebi o que tinha me tirado do prumo, imediatamente, senti minha boca secar e o ar me faltar. Dei de cara com o estímulo perturbador: um par de mãos!!!!!!!!!!!! Quis gargalhar. Como assim? Sim, mãos! Mas não eram mãos comuns. Eram mãos obscenas, cuja simples visão me fez sentir uma leve alteração em minhas mucosas.

Tentando me refazer do insólito do momento, me detive, buscando ser racional e analítica.
A primeira coisa que me chamou a atenção foram as salientes veias. Aquelas não eram mãos quaisquer. Tratava-se, pois, tão simplesmente, de um belo e ereto falo disfarçado de mão!
Um par de mãos pornográficas, viris, ofensivamente masculinas! Aquelas veias exibicionistas, de calibre que atenta ao pudor, me trouxeram, sem sequer pestanejar, à memória, uma das fotos de Ken Marcus que adoro: um mulher loira, cabelos presos em rabo-de-cavalo, ajoelhada, mãos amarradas para trás, boca aberta, esticando a ponta da língua na direção de um belíssimo falo, venoso e imponente, que, por um acaso, faz parte de um corpo masculino, de onde um uma mão se lança por trás da cabeça da mulher, puxando-a na direção dele. Pois aquelas mãos do metrô tinham o mesmo biotipo do falo da foto.

Engoli a seco, querendo rir, achando muito divertido e raro aquele momento. E observei mais: não eram só as veias, mas, também, a textura da pele: aquela coisa absolutamente paradoxal entre uma membrana delicada, suave e, ao mesmo tempo, rija e resistente. E tinha também a coloração: uma cor subliminarmente suave, tendendo a um amarelo pálido, contrastando fortemente com o tom rosado que antecede as unhas. Fiquei extasiada em perceber-me capaz de me excitar e permanecer refém da textura, coloração e 'venosidade' de um par de mãos.
Felizmente, porém, meus devaneios foram interrompidos pela frase mágica:

- Estação Consolação!

Dei uma última olhadela, encantada, naquele espetáculo de mãos e saí, apressada, recolocando o mais rápido que pude, meus fones de ouvido.

Sexta-feira, 27 de Junho de 2008

- Porque é a partir da sobriedade e do equilíbrio que se constrói uma grande mulher -



E como fiquei triste por Fernando Henrique...
Ninguém merece perder uma companheira como D. Ruth.
Ê, vida!

Domingo, 22 de Junho de 2008

- A verdadeira razão para Lula ter sancionado a Lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas nas estradas -


Porque adoro uma piada infame!


Terça-feira, 17 de Junho de 2008

- Três boas razões para desistir do suicídio -

Domingo, 15 de Junho de 2008

- Tirem as crianças da sala: conteúdo censurável!!! -

A ouvir com muito humor!

Porque, como lingüista, reconheço todos os registros de língua como legítimos (sobretudo, porque, infelizmente, não nos é exatamente permitido ensinar o registro vulgar de uma língua que, não sejamos hipócritas, tem lugar cativo em qualquer sociedade que se preze).

Porque é muito engraçado constatar o lado "bavard" e didático-pedagógico (que parece sempre rechear o discurso dos nossos queridos franceses) até numa situação como esta!!!

E, principalmente, porque descobri a razão de eu só ter tido, até hoje, namorados brasileiros: eu morreria de rir se ouvisse isso tudo, com este tom professoral!!!

Tudo pela difusão da língua francesa!!

;))





* Segundo o link de origem, fragmento retirado de um autêntico filme "X" dos anos 60 ou 70.

Quinta-feira, 12 de Junho de 2008

- Desencontros -

As sincronicidades são curiosas.

No dia de meu aniversário, escrevi um post aqui, sobre um encontro, depois de muitos desencontros. Vi aquilo como uma reparação do destino para uma injustiça antes acontecida. E, de fato, foi.

Acontece que, depois deste evento, entrei numa fase de profundo isolamento e nem escrever estava conseguindo. Não sei se teve a ver com o que aconteceu no dia do meu aniversário ou não.
O fato é que nestes quase 4 meses, a injustiça parece ter sido reparada e um desejo, contido há quase 4 anos, finalmente, pode se manifestar - e reciprocamente . Mas o que parecia ter tudo para dar certo, por alguma razão, emperrou. Mesmo as coisas tendo sido esclarecidas, senti grande frustração ao ser obrigada a entender que o timing tinha sido perdido. O encontro deveria ter acontecido há 4 anos; não agora. Eu mudei muito neste período. E o outro, aparentemente, não muito. Ou, quem sabe, numa direção que eu não esperava. Cheguei a ficar triste pelo fato de ter mudado, de ter me tornando um pouco mais sadia afetivamente, pois o outro, ainda no mesmo padrão de antão, não me reconheceu mais como parceira potencial e nem eu a ele. No cruzar retardado de nosso corpos e afetos, o toque foi forte, intenso, mas rápido. Ao que tudo indica, voltamos a nos perder um do outro e, parece-me, desta vez, para todo o sempre.

Sensação enorme de frustração. De ter sido pega numa armadilha do destino. A tal sensação do melhor vestido e do melhor perfume, para um zero a zero insosso.

Pois bem, agora mesmo, senti a mesma sensação com a derrota do meu querido Corinthians.
Parece-me que, como eu, o Corinthians só pensou em chegar na final, sem saber o que faria quando lá estivesse. Tanto tempo desejando algo, preparando-se para isso para, na hora decisiva, ficar com ar perdido, sem conseguir ser o que se é. Sem se reconhecer no momento realmente significativo, sem entender que dar toda sua energia só no percurso, sem se preocupar com o que se fará quando, finalmente, no destino se chegar é prova do pior tipo de masoquismo.

Enfim, agora, na vida e no futebol (que imita a vida), é lidar com isso e, uma vez mais, enfrentar os leões.

Quarta-feira, 11 de Junho de 2008

- Porque não há metáfora melhor para a vida que o futebol -



Porque na vida, muitas vezes, acertamos todos os detalhes, damos o melhor de nós mesmos, nos preparamos para a vitória e para a glória, mas, findos os 90 minutos, temos ainda de enfrentar, exaustos, uma prorrogação e, em questão de instantes, por uma escolha mal feita ou uma distração, somos severamente derrotados numa morte súbita; e vemos nossos sonhos de conquista e reconhecimento afundar impiedosamente.


E quantas não são as vezes que, mesmo tendo feito tudo o que era necessário, e investindo paixão, tempo e cuidado, ao final de tudo, não somos humilhantemente rebaixados à segunda divisão? (E nem me fale na chacota dos vencedores, com seus sorrisos arrogantes e ares de superioridade). E baixamos a cabeça e recomeçamos, lentamente, a galgar nosso retorno, arrancando do fundo de nossas entranhas forças para sairmos pelo mundo cantando nosso grito de guerra.

E quando, tendo na ponta dos nossos pés a oportunidade de tudo acertar, erramos o pênalti decisivo e afundamos o outro na nossa dor?

E, pior que tudo, quando investimos, nos preparamos, nos concentramos, esperamos com expectativas o grande dia (e vestimos nosso melhor perfume e vestido) e tudo não passa de um frustrante e insosso zero a zero?

E, mesmo assim, mal tendo tido sequer o tempo de nos recompormos, estamos lá, em campo, a ecoar nosso grito, tirado a fórceps o que sobrou de nossa auto-estima, porque mal passada a derrota, sem tempo sequer para o luto, temos outros leões a enfrentar.

Mas este 'Leão', desta vez, dentro de alguns minutos, há de ser derrotado em sua arena, para nossa mais profunda alegria.

E porque do fundo do poço é sempre possível sair, sou Corinthiana e digo:
Allez, Timão!!!


* e um destes gritos no link aí embaixo é o MEU: momento inesquecível!!


http://esporte.uol.com.br/ultimas/multi/2008/05/29/040270D4A173E6.jhtm?veja-os-gols-da-vitoria-do-corinthians-sobre-o-botafogo-040270D4A173E6

Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

- Para Lelec, por Paris -

Segunda-feira, 2 de Junho de 2008

Alors, ça c'est une bonne nouvelle!!!!

Filosofia e sociologia passam a ser obrigatórias no ensino médio
Da Redação
Em São Paulo

O presidente em exercício José de Alencar aprovou nesta segunda-feira (2) o projeto que torna filosofia e sociologia obrigatórias nos três anos do ensino médio.A lei vale tanto para alunos de escolas públicas quanto de escolas particulares. O texto não especifica quando a lei deve ser implementada.Segundo levantamento do CNE (Conselho Nacional de Educação), ao menos 17 Estados já têm as duas disciplinas no ensino médio. Outras escolas, muitas delas particulares, já as oferecem há anos.

Veto em 2001
Filosofia e sociologia foram retiradas do currículo obrigatório do ensino médio durante o regime militar (1964-1985) e substituídas por educação moral e cívica e organização social e política brasileira. Em 2001, o presidente Fernando Henrique Cardoso vetou um projeto de lei que incluía as disciplinas novamente.

O texto, proposto pelo petista Padre Roque (PT-PR), havia sido aprovado pela Câmara e pelo Senado. Sob a gestão tucana, o Ministério da Educação argumentou que o texto criava ônus para os Estados, que teriam de contratar mais professores, e era anacrônico, já que os currículos modernos deveriam, para o ex-ministro Paulo Renato Souza, pregar a interdisciplinaridade.


1) Algumas passagens grifadas em vermelho por mim para que não se pense que só porque este atual Governo é um lixo, o anterior era de ouro... Memória, meu povo, memória!!!

2) Se há algo mais interdisciplinar que a Filosofia, por favor, me contem!!!


Com informações da Agência Brasil e da Folha de S.Paulo
http://educacao.uol.com.br/ultnot/2008/06/02/ult105u6566.jhtm

Segunda-feira, 19 de Maio de 2008

“Lo que no me mata, me fortalece” (1)

Quase 3 meses distante deste espaço.
Período de mudez riquíssima: 'l'aboutissement' de anos de auto-provações e auto-privações.
Fortalecida, mais que nunca, estou.
Mas também consciente de que não preciso mais afrontar o que, imaginariamente, me mataria.
Da mucosa super-exposta, passando à meta-psicose delirada nas já aqui citadas outonais cascas de barata caducas ('caducas', pois precisavam cair e se renovar), do retiro em meu claustro pessoal, aos poucos, vou voltando: mais leve, mais honesta e mais fiel para comigo mesma.

Y que venga el toro pues estoy con ganas de vida!